Os mapas do Espírito Santo colonial

No limiar da Aurora
27 de dezembro de 2018
A Serra das Esmeraldas
27 de dezembro de 2018

Os mapas do Espírito Santo colonial

História da Capitania do Espírito Santo Livro 3

Fabio Paiva Reis
 

Uma série de fatores foi responsável pelo mapeamento e representação cartográfica da Capitania do Espírito Santo no século XVII.

 

Os mapas mais antigos de nosso estado são fruto das descobertas científicas do Renascimento e da arte europeia, da redescoberta das obras científicas e geográficas gregas. Feitos por cartógrafos de Portugal, Holanda e outras nações, foram utilizados para reconhecer e administrar grandes impérios modernos.

 

Diante de um período pouquíssimo estudado pela historiografia brasileira, este é um estudo indispensável para qualquer pessoa interessada no século XVII, em geral, e na História do Espírito Santo, em particular. Uma história não só escrita, porque a escrita apenas não basta, mas uma história visual, construída a partir de mapas que nos permitem ver (se nos rendermos às crenças da modernidade) aqueles anos Seiscentos.


 

Serviços Prestados:

  • Revisão do texto
  • Diagramação do texto para eBook
  • Diagramação do texto para Impresso
  • Criação de capa simples
  • Incluir ISBN pela Editora
  • Criação da Ficha Catalográfica
  • Registro na Biblioteca Nacional
  • Publicação em Formato Eletrônico (eBook na Amazon)
  • Publicação em Formato Impresso (Impressão por demanda pela Amazon)

Durante o Mestrado em História Social cursado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2009-2011), estudei a crença e as representações da lendária Serra das Esmeraldas no século XVII, além das disputas sociais e políticas pelas cartas patentes que davam a permissão oficial para sua busca, na Capitania do Espírito Santo. Foi durante essa pesquisa que encontrei o material que me motivou a fazer o doutorado, composto por um conjunto de imagens cartográficas da capitania, feitas nos séculos XVI e XVII. Elas foram utilizadas, durante o mestrado, para demonstrar a presença da serra no imaginário colonial e metropolitano português nos Seiscentos. Esses mapas deram início a um arquivo cartográfico sobre o Espírito Santo. Junto com as dezenas de outros mapas aos quais tive acesso desde 2011, dei forma ao conjunto que se tornou as fontes principais de uma pesquisa que durou quatro anos.

Nunca antes houve um estudo tão abrangente da cartografia daquela capitania. Por isso, esse é um assunto de extrema relevância para o Estado e para a historiografia local.Meu objetivo principal neste trabalho é, portanto, analisar e compreender as representações cartográficas da Capitania do Espírito Santo durante o século XVII. Para isso, fiz um estudo aprofundado da cartografia seiscentista do Espírito Santo disponível em arquivos e instituições nacionais e internacionais, preocupando-me em: conhecer seus autores, patronos; seus discursos e objetivos, além dos contextos social, cultural e político; e relacioná-la à documentação escrita da época, como as crônicas dos viajantes portugueses que estiveram na América, roteiros de navegação e cartas e relatórios governamentais.

Com isso, pude detalhar a preparação desses mapas e a incorporação, neles, de informações da capitania vindas das fontes textuais.A importância do trabalho torna-se evidente quando nos deparamos com as dificuldades impostas ao pesquisador que estuda o Espírito Santo colonial: há poucos documentos coloniais disponíveis nos arquivos do Estado. A situação é ainda pior quando falamos especificamente sobre documentação cartográfica.

Portanto, esta dissertação de doutorado é completamente original para a historiografia do Estado do Espírito Santo pela importância do conjunto de mapas aqui exposto e estudado e pelo seu potencial de trazer novas fontes e novas informações para o estudo do período e da região.