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Editora capixaba estreia com catálogo digital de graça

A Editora Spirito Sancto, voltada para publicação de obras capixabas, é oficialmente lançada e oferece seus três primeiros livros acadêmicos de forma gratuita, apenas hoje, em formato digital. Os três livros formam a série História da Capitania do Espírito Santo, e são resultado das pesquisas acadêmicas do historiador Fabio Paiva Reis. Eles estão disponíveis na loja Kindle, da Amazon.

Capixaba, Fabio é graduado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo, mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e doutor na área de História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Universidade do Minho, em Portugal. Criador da Editora Spirito Sancto, o autor espera agora abrir as portas para outros capixabas realizarem o sonho de publicar seus livros.

Conheça abaixo um pouco mais sobre esta série e faça o download na Amazon agora mesmo!

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Vol. 1: As Consequências da Descoberta do Ouro

Ouro! Não há palavra que descreva melhor o a base do funcionamento da economia brasileira e portuguesa durante o século XVIII. Durante todo esse período de mineração o foco da Coroa esteve na região das Minas Gerais, local que mais produziu e exportou metais preciosos em todo o Brasil.

Porém, ao olharmos os livros didáticos de nossas crianças, nos deparamos com a triste realidade: o Espírito Santo nem é mencionado na maior parte deles e poucos desses alunos sabem que a Capitania Real das Minas Gerais, onde se passa toda a unidade sobre o famoso Ciclo do Ouro, fazia parte da Capitania do Espírito Santo. Sim. O ouro estava em nossas terras.

 

Vol. 2: A Serra das Esmeraldas

Analisar a origem do mito da Serra das Esmeraldas, na Capitania do Espírito Santo, foi o objetivo de Fabio Paiva Reis em sua dissertação de mestrado. Acompanhar o desenvolvimento do mito a partir das cartas e relatos dos cronistas da colônia até sua incorporação na cartografia moderna portuguesa e europeia, e refletir sobre o seu papel nas disputas políticas, administrativas e territoriais da América portuguesa do século XVII. O autor acredita que é possível compreender o processo de valorização e, em seguida, desvalorização do Espírito Santo no período colonial – entre as primeiras notícias das riquezas no interior, na década de 1570, e a criação da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro, em 1709.

Para compreender esse processo, Fabio Reis analisa também a construção da cartografia seiscentista, a influência que ela recebe dos relatórios das entradas ao sertão, e como ela influenciou entradas subsequentes. Por fim, defende que a crença no mito da Serra das Esmeraldas intensificou a interiorização da colônia, colocou o Espírito Santo entre as regiões mais cobiçadas da América portuguesa e transformou a capitania em protagonista das disputas entre Portugal e Espanha, nas fronteiras coloniais, e entre as próprias capitanias hereditária.

 

Vol. 3: Os Mapas do Espírito Santo Colonial

Uma série de fatores foi responsável pelo mapeamento e representação cartográfica da Capitania do Espírito Santo no século XVII. Os mapas mais antigos de nosso estado são fruto das descobertas científicas do Renascimento e da arte europeia, da redescoberta das obras científicas e geográficas gregas. Feitos por cartógrafos de Portugal, Holanda e outras nações, foram utilizados para reconhecer e administrar grandes impérios modernos.

Diante de um período pouquíssimo estudado pela historiografia brasileira, este é um estudo indispensável para qualquer pessoa interessada no século XVII, em geral, e na História do Espírito Santo, em particular. Uma história não só escrita, porque a escrita apenas não basta, mas uma história visual, construída a partir de mapas que nos permitem ver (se nos rendermos às crenças da modernidade) aqueles anos Seiscentos.