Memórias para servir à historia até ao anno de 1817, e breve noticia estatística da Cap Espirito Santo, de Francisco Alberto Rubim (1840)

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Memórias para servir à historia até ao anno de 1817, e breve noticia estatística da Cap Espirito Santo, de Francisco Alberto Rubim (1840)

 
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Francisco Alberto Rubim da Fonseca e Sá Pereira (Lisboa, 13 de abril de 1768 – Lisboa, 14 de novembro de 1842) foi um administrador colonial português. Nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel em 13 de Abril de 1768, filho de José Pedro Bocardo Rubim e Eusébia Teresa da Fonseca Sá Pereira. Faleceu em Lisboa na freguesia da Encarnação em 14 de Novembro de 1842. Foi governador da capitania do Espírito Santo (1812—1819) e da capitania do Ceará (1820—1821).

O Governador Rubim foi parabenizado por D. João VI pelos esforços para o desenvolvimento do Espírito santo, abrindo estradas, expandindo as lavouras, incentivando a mineração e ao melhoramento da navegação. Rubim levantou importantes construções no Espírito Santo como a Casa de Misericórdia e a reforma do Forte São João. Também incentivou a vinda de imigrantes e a abertura de estradas.
 

 

Até o advento da República, o único governador do , digno de benemerência, foi Francisco Alberto Rubim, capitão de mar e guerra, com relevantes serviços prestados à Marinha nos mares da e . Homem de princípios sadios, esposou o mandato com interesse, energia, inteligência e sentimento humano. Intolerante às críticas, praticou certas violências muito à feição dos militares em cargo civil. O Marcelino Duarte, em poemeto famoso, castiga-o com acrimônia, embora tenha recebido favores, como a regência da cadeira de Latim. Não a perdeu contudo, não obstante a irreverência da crítica.

Saint-Hilaire registra as acusações à autoridade de Rubim, mas gaba-lhe o governo. Tinha talento e atividade, diz o naturalista viajante.

Misael Pena, Basílio Daemon e modernamente Mário Freire são apologistas do incansável marujo do Espírito Santo.

Sete anos governou Francisco Alberto Rubim, de doze de junho de 1812 a doze de setembro de 1819, quando transferido para o . Sua nomeação, feita pelo Príncipe Regente, instalado no , marca oficialmente a separação do Espírito Santo do governo da . Rubim, valido da Corte, íntimo do Conde de Linhares e sobrinho do Intendente de Polícia Paulo Fernandes Viana, explorou essa circunstância em benefício de sua administração.

A de tudo precisava: proteção contra os ataques dos índios aos lavradores, que demandavam novas terras incultas; estrada de penetração, escolas de ler e contar; estímulo à agricultura mais rendosa, que não fosse farinha de mandioca, milho e algodão; assistência social efetiva e emigrantes, que viesse povoar o solo, cuja densidade demográfica estacionava em flagrante prejuízo coletivo. Na Vila de , os mangues, os banhados urbanos, as fontes de água potável, o aspecto das casas, as praças e o cais de atracação dos barcos, reclamavam providências, necessárias ao conforto dos pobres moradores insulanos.

Daemon estuda-lhe cronologicamnete o governo, método que seguiu em sua obra, enumerando todas as realizações que, vistas através do tempo, na escala das possibilidades de então, tornam de fato grande a personalidade do inflexível governador….

 

Fonte: Biografia de uma ilha. 1965
Autor: Luiz Serafim Derenzi
Compilação: Walter de Aguiar Filho, dezembro/2011

 

Texto Completo

 
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RUBIM, Francisco Alberto. Memórias para servir à historia até ao anno de 1817, e breve noticia estatística da Cap Espirito Santo. Lisboa: Imprensa Nevesiana, 1840.
Informações adaptadas do site Morro do Moreno.
 
 
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