Catálogo: Documentos da Coleção Cronológica da Legislação Portuguesa
19/10/2017
14/07/1550: Carta de Duarte de Lemos escrita de Porto Seguro a D. João III
19/10/2017
 
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Este encontra-se no [Atlas da costa do Brasil], cuja autoria é de , o Velho. Ele é acompanhado de mais dois mapas do Espírito Santo. A obra está na Biblioteca Nacional de Portugal, em .

Junto com o mapa, há a seguinte descrição:

Continua-se a costa do Spirito Santo ate a ponta do rio doce. O Porto do Spirito Santo esta em altura de 20 graos largo. He muito bom porto; na entrada da Barra tem quatro ate sinco braças de fundo, e dentro surgem em três braços.

 

Os topônimos presentes no mapa são:

  1. Porto do Spirito Santo
  2. de Leonardo fróes
  3. de francisco daguiar
  4. Trepiche
  5. do Azeredo
  6. Paõ de asucar
  7. Vila velha
  8. Ilha escaluada
  9. morro de joaõ moreno
  10. Misericórdia
  11. Matris
  12. Vigia
  13. São bento
  14. Vila do Spirito Santo
  15. Ilha de dom Jorge
  16. rio moroype
  17. enceada de área
  18. Ponta do tubaraõ
  19. serras do mestre aluaro
  20. Aldeas dos Reis magos
  21. rio dos reis magos
  22. Reis magos
  23. rio doce
  24. Aqui acaba a do Spirito Santo e começa a de Porto Seguro para o norte

A obra de 1646, portanto, é relativamente diferente das anteriores, feitas na mesma década. Por estarem dentro da própria carta, sua descrição é reduzida, mas ainda traz informações relevantes.

No segundo mapa, não há muitas informações na descrição, além de sua latitude, a existência do Porto do Espírito Santo, que “he muito bom porto”, e a profundidade da entrada da barra, essencial para navegantes.

Interessantemente, o mapa de 1642 é um dos poucos a detalhar tão bem o interior da . Ali é possível ver cinco igrejas e mais duas construções sem identificação. À exceção do mapa da Real Academia de la Historia, visto aqui no segundo capítulo, não há outra representação da sede da capitania igual a essa. É verdade que aquele, de ca. - é ainda mais impressionante, graças à sua escala (ca. 1:25 000), muito maior que a do mapa de Albernaz (ca. 1:280 000). Ainda assim, este continua um dos mais completos que há da capitania no século XVII.

As igrejas são as mesmas encontradas no mapa da Real Academia de la Historia, da (ver tópico 2.3.2), e aparecem neste mapa, da esquerda para a direita: “S. Tiago”, ou Colégio de Santiago, dos ; “Miziricordia”, ou Igreja da Misericórdia, onde acredita-se que tenha sido enterrado Vasco Fernandes Coutinho[1]; “S. Francisco”, o convento dos franciscanos; “Matris” ou Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Vitória; e “S. bento”, igreja que marcou a presença dos beneditinos no Espírito Santo.

Há também uma “Vigia” no que parece ser o maciço central da ilha, que não é distante da vila. A vigia foi desenhada também nos mapas posteriores. Há relatos de que o maciço central foi usado no período colonial como vigia, pois é possível enxergar todos os ângulos ao redor da ilha.

 

 

Nesta obra, este mapa é acompanhado de mais dois mapas do Espírito Santo, como pode ser visto abaixo. Cada um deles é acompanhado de uma página com uma descrição do mapa. Clique para acessar informações de cada um:

 
 

Informações

[Do Spirito Santo ate a ponta do rio Doce]. [Escala ca 1:590 000]. 1 mapa: manuscrito, tinta sépia com aguadas amarelas; 29,80 x 42,00cm. In [Atlas da costa do Brasil]. [ca. 1646]. Caixa 2: Fol. n.°11. - Autoria Desconhecida. Pert.: Biblioteca Nacional de Portugal.
[1] Balestrero, H. L., apudMoreno, M. D. (2012). Construção de igrejas pelos jesuítas no Espírito Santo. Disponível em: http://www.morrodomoreno.com.br/materias/construcao-de-igrejas-pelos-jesuitas-no-es.html

Analisado em: As representações cartográficas da Capitania do Espírito Santo no século XVII, de Fabio Paiva Reis.
Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa.
Disponível online em: http://purl.pt/23778
 
 
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