Demostração do Morro de Ioão Moreno ao Cabo de S. Thome (1666)

Carta Particolare della Brasilia, che comincia dal Porto del’Spirito Sancto è finisce con il capo Bianco (1646)
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Demostração do Rio Dose ao Porto do Spirito Santo (1666)
25/10/2017
 
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Este mapa encontra-se no [Atlas do Brasil], cuja autoria é de João Teixeira Albernaz, o Moço. Ele é acompanhado de mais dois mapas do Espírito Santo. A obra está na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.

Junto com o mapa, não há descrição.

Os topônimos presentes no mapa são:

  1. Cabo de São thome
  2. Parçel que bota sinco legoas ao Mar
  3. Lagoa Parayba de grande Pescaria
  4. Rio pera Barcos
  5. Ilha dos Françesses
  6. Rio Bayxo
  7. Barreiras Vermelhas
  8. Monte Aga
  9. Barreyras Vermelhas
  10. SERRA DE GOROPARI
  11. Goropari
  12. Emgenho de Marcos Fernandez Monsanto
  13. Cassa da fruta
  14. Ilha escaluada
  15. Morro de joão Moreno

Os livros de 1666 são conhecidos pelo título Livro de toda a costa da Provincia Santa Crvz. Um está no Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o outro está na Biblioteca Nacional, também do Brasil. Sobre o primeiro, os autores dos Portugaliae Monumenta Cartographica afirmam que suas cartas foram feitas sobre papel e ainda trazem cores bastante vivas. “O frontispício tem uma portada”, continuam, “com as armas de Portugal na parte superior e o brasão dos Condes de Atouguia na inferior, dentro da qual vem o título da obra…”[1].

O segundo livro não está assinado, “mas é, sem qualquer dúvida, da autoria de João Teixeira Albernaz, o Moço, tão flagrantes são as semelhanças de estilo e letra em relação às outras obras deste cartógrafo”[2].

Isa Adonias escreve em um catálogo do Ministério das Relações Exteriores, oferecendo algumas informações. Sobre a obra em si, descreve-o com “um colorido vivo e harmonioso, com predominância dos tons azul e amarelo (contorno da costa); do rosa-arroxeado (relevo); de vermelho (ilhas e povoados) e, sobretudo, dos traços a ouro (…)”[3].

Agora, enquanto a vegetação e até alguns cursos de rios são figurativos e não tinha o objetivo real de retratar a realidade do território, mas sim de passar a informação básica, é possível dizer que os mapas anteriores a 1666 buscavam uma sensação de realidade às serras do interior da capitania, onde esses mesmos rios desapareciam para o desconhecido. Nos mapas de Albernaz, o Moço, as elevações perdem toda a individualidade anterior e assumem um modelo específico, padrão. A padronização dos elementos cartográficos ganha força em finais do século XVII e é apenas no século seguinte que se efetiva muitos desses padrões, tornando a cartografia mais sóbria e pouco imaginativa.

 

Nesta obra, este mapa é acompanhado de mais dois mapas do Espírito Santo, como pode ser visto abaixo. Cada um deles é acompanhado de uma página com uma descrição do mapa. Clique para acessar informações de cada um:

 
 

Informações

Demostração do Morro de Ioão Moreno ao Cabo de S. Thome. – [Escala ca 1:580 000]. 5 legoas = [5,5cm]. – [Ca 1666]. – 1 mapa em 1 fólio : ms., color., papel ; 22,4x35,6cm. In: [Atlas do Brasil]. - [Ca 1666] - Fol. 12. - Autoria Atribuída a João Teixeira Albernaz, o Moço. Pert.: Códice de Diogo Barbosa Machado com o título Mappas do Reino de Portugal e suas conquistas. Bibioteca Nacional do Rio de Janeiro.
[1] Cortesão& Mota, 1987 (IV), p. 46.
[2] Cortesão& Mota, 1987 (IV), p. 47.
[3] Adonias, I. (1960). Mapas e planos manuscritos relativos ao brasil colonial conservados no Ministério das Relações Exteriores pp. 21-22.

Analisado em: As representações cartográficas da Capitania do Espírito Santo no século XVII, de Fabio Paiva Reis.
Biblioteca Nacional do Brasil, Rio de Janeiro.
Disponível online em: https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/123456789/15213
 
 
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