As representações cartográficas da Capitania do Espírito Santo no século XVII

Thomas Cavendish (Crônica)
11/10/2016
 
Os leitores encontrarão aqui um estudo base para o conhecimento da cartografia da Capitania do Espírito Santo feita no século XVII, tanto em Portugal como na Holanda, baseado em dezenas de mapas e em diversos trabalhos e estudos sobre cartografia do século XVII. Acredito que a leitura desta dissertação poderá ampliar os horizontes da historiografia capixaba, brasileira e portuguesa quanto à região estudada e abrir espaço para muitas outras perguntas que faltam ser respondidas.

Fabio Paiva Reis

 
 

Este estudo apresenta e analisa, pela primeira vez, os mais antigos mapas da Capitania do Espírito Santo, desde aquele feito por Luís Teixeira, ca. 1590, até o mapa presente no Zee-Atlas, holandês, ca. 1680.
Entre as questões principais que orientaram esta investigação estão: qual era a importância da cartografia no império português moderno? Como se deu o reconhecimento e mapeamento da costa do Brasil e da capitania do Espírito Santo nos séculos XVI e XVII? O que se sabia sobre a capitania então? Como portugueses,
holandeses e europeus em geral enxergavam o Espírito Santo?
A dissertação é dividida em seis capítulos. O primeiro discute a evolução da cartografia moderna e sua importância no descobrimento e reconhecimento da América portuguesa. O segundo capítulo apresenta os mapas mais antigos da Capitania do Espírito Santo, no contexto da União Ibérica e valorização do Brasil dentro do império português.
O capítulo três explora lendas coloniais e a presença religiosa no Espírito Santo nos mais importantes atlas do cartógrafo João Teixeira Albernas I. No quarto são apresentados os mapas que concluíram o mapeamento de toda a costa do Espírito Santo, em um período de Restauração portuguesa. O quinto capítulo explora os atlas de Albernas II e o holandês Zee-Atlas e o último apresenta os resultados dessa campanha de mapeamento do Espírito Santo que durou cerca de um século.

 

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