História da literatura espírito-santense, de Affonso Cláudio (1912)
24/11/2016
Memórias para servir à historia até ao anno de 1817, e breve noticia estatística da Cap Espirito Santo, de Francisco Alberto Rubim (1840)
24/11/2016
 
 
Nos anos de 1930 e 1940, Mario Aristides Freire participou intensamente da vida intelectual do estado do Espírito Santo, num período histórico depois denominado de Era Vargas. Ajudou a reerguer o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo – IHGES, e colaborou em eventos como as conferências promovidas pela Prefeitura Municipal de Vitória naqueles anos, o que revela uma atividade em prol dos estudos espírito-santenses. Propugnou pela valorização da história capixaba – publica documentos históricos e artigos na Revista do IHGES, por exemplo. Essas e outras ações de sua iniciativa alinhavam-se para formar o que depois se denominou de “identidade capixaba”. Ele era contemporâneo de si mesmo, atualizado para a sua época e, assim, também contribuiu para o tombamento dos primeiros bens espírito-santenses de importância histórica e artística em âmbito nacional – o convento da Penha em Vila Velha, as residências jesuíticas em Nova Almeida (Serra) e Anchieta, a capela de Santa Luzia em Vitória, etc. O que se soma, de certa forma, à busca daquela determinada (ou incerta?) “identidade capixaba”.

No início de 1943, nomeado titular da Secretaria do Interior e Justiça, pasta a que esteve subordinado por muitos anos o Arquivo Público, não é difícil entrever a participação do historiador no incentivo às primeiras publicações da entidade: O Catálogo, organizado por Moysés de Medeiros Accioly e editado em 1944; o Livro Tombo da Vila de Nova Almeida, vindo à luz em 1945, e os trabalhos enfeixados numa só obra publicada em 1946, quando Mário Freire já não era mais secretário: Parecer na questão entre o Estado do Espírito Santo e os Banqueiros J. Loste & Cia., de Rui Barbosa; A Ordem de São Bento na Capitania do Espírito Santo, de D. Clemente Maria da Silva-Nigra, e Orquidáceas Novas do Estado do Espírito Santo, de Augusto Ruschi.
 

Apresentação do livro:

Carpem-se os estudiosos da história nacional da falta de subsídios e documentos sobre os quais possam esteiar conclusões. Elementos e subsídios que revelem a vida pequena, a vida terra-a-terra. a vida dos nossos avós, preocupados, como nós, com o custo das coisas, a cordeação das ruas, os limites dos terrenos, a vida, enfim, no que ela tem de mais tocante, verdadeiro e sentido.

Este volume — Livro Tombo da Vila de Nova Almeira — é o primeiro de uma série de outros, cuja publicação determinou o sr dr. Mario Aristides Freire, então Se­cretário do Interior e Justiça. Ninguém no Estado é atual­mente tão amoroso de seu passado, tão ardente em descre­vê-lo e tao amigo de ressuscitá-lo nos seus aspectos grandes e nas suas minúcias, quanto o ex-titular daquela pasta. Ini­ciando a publicação de documentos, como este, descabido não é se manifeste a s. exa. o maior louvor por essa obra me­ritória.

Após este volume, a série continuará com outros do mesmo valor. Sua direção permanece com o dr. Mario A. Freire. Para lustre de nossa história. Para maior trabalho
de quem tanto a quer.

Vitória, janeiro — 1945.

José Sette
Secretário do Interior e Justiça

 

Texto Completo

 
 
 
Livro tombo da vila de Nova Almeida. Vitória: Imprensa Oficial do Espírito Santo, 1945.
Informação adaptada do site Estação Capixaba.
 
 
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

//]]>