Spirito Sancto chega aos 300 documentos históricos com documento sobre Domingos Martins

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Spirito Sancto chega aos 300 documentos históricos com documento sobre Domingos Martins

 
 
 
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Retrato de Domingos José Martins

Hoje trazemos duas novidades que mostram o nosso compromentimento em compartilhar e divulgar a História do Espírito Santo. Fique por dentro!

300 documentos históricos compartilhados

O Spirito Sancto comemora hoje mais um marco para o seu acervo. São 300 documentos históricos relacionados do Espírito Santo digitalizados e transcritos em nosso site, facilitando o acesso à História de nosso estado.

Para comemorar o fato, foi escolhido como 300º documento sobre o nascimento de Domingos José Martins, capixaba considerado herói da Revolução Pernambucana de 1817 (Saiba mais sobre Domingos Martins abaixo).

Série Documentos Históricos

Digitalizamos e transcrevemos todos os documentos históricos do Espírito Santo presentes em 18 volumes da Série Documentos Históricos da Biblioteca Nacional. Grande parte do acervo do Spirito Sancto é digitalizado e transcrito a partir desta série de mais de 100 volumes com documentos históricos brasileiros presentes na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.

Nesses 18 volumes, encontramos centenas de documentos relacionados ao Espírito Santo, em uma extensa pesquisa em todo o seu conteúdo – é preciso levar em consideração que cada volume tem aproximadamente 400 páginas. Muitos outros volumes da série Documentos Históricos já começaram a ser transcritos e adicionados ao nosso site, em um processo que acabará apenas depois de mapearmos cada um desses livros.

 

Domingos José Martins e a Revolução Pernambucana

A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Capitania de Pernambuco, no Brasil.

Dentre as suas causas, destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito recém-chegados ao Brasil — o Governo de Pernambuco era obrigado a enviar para o Rio de Janeiro grandes somas de dinheiro para custear salários, comidas, roupas e festas da Corte, o que ocasionava o atraso no pagamento dos soldados, gerando grande descontentamento do povo brasileiro.

O movimento iniciou com a ocupação do Recife, em 6 de março de 1817. No regimento de artilharia, o capitão José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, reagiu à voz de prisão e matou a golpes de espada o comandante Barbosa de Castro. Depois, na companhia de outros militares rebelados, tomou o quartel e ergueu trincheiras nas ruas vizinhas para impedir o avanço das tropas monarquistas. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se no Forte do Brum, mas, cercado, acabou se rendendo.

O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e proclamaram a República.

As tentativas de obter apoio das províncias vizinhas fracassaram. Tropas enviadas da Bahia, chefiadas por Luís do Rego Barreto, avançaram pelo sertão pernambucano, enquanto uma força naval, despachada do Rio de Janeiro, bloqueou o porto do Recife. Em poucos dias 8000 homens cercavam a província. No interior, a batalha decisiva foi travada na localidade de Ipojuca. Derrotados, os revolucionários tiveram de recuar em direção ao Recife. Em 19 de maio as tropas portuguesas entraram no Recife e encontraram a cidade abandonada e sem defesa. O governo provisório, isolado, se rendeu no dia seguinte.

Derrotado, Domingos Martins foi preso e enviado à Bahia, sendo fuzilado em 12 de junho de 1817, no Campo da Pólvora, hoje conhecido como Campo dos Mártires.

Domingos José Martins foi homenageado pela Polícia Civil do Estado do Espírito Santo que o escolheu como patrono, assim como também é patrono do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES) em Vitória, cuja data de fundação em 12 de junho de 1916 se deu 99 anos após a sua morte.

No dia 16 de setembro de 2011 a presidente da República, Dilma Rousseff sancionou a lei 12.488, de autoria do Deputado Federal Maurício Rands, que inscreveu o nome de Domingos Martins no Livro dos Heróis da Pátria.

Veja o documento sobre o nascimento de Domingos Martins.

 

 
 
 

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